domingo, 18 de julho de 2010

Brasil: 198 Homossexuais foram mortos em 2009

Em 2009, a cada dois dias um homossexual foi morto no País, aponta relatório divulgado este mês pelo Grupo Gay da Bahia (GGB). A entidade realiza o levantamento anualmente, baseado em casos divulgados pela imprensa nacional e regional. O número total de mortes no ano passado foi 198, mas nos dois primeiros meses de 2010 já foram registrados 34 homicídios.

Os dados de 2009 apontam que entre os mortos 59% eram gays, 37% travestis e 4% lésbicas. Segundo o fundador do GGB, Luiz Mott, os números podem ser ainda maiores, já que não há estatísticas oficiais sobre o assunto. "Isso representa provavelmente menos da metade do que ocorre na realidade. Infelizmente não existem estatísticas de crimes de ódio no Brasil. Muitos homossexuais escondem a situação e a polícia não tem recursos para identificar todos", disse.

A maioria das mortes foi com arma de fogo e, segundo o GGB, aproximadamente 80% das ocorrências têm "autor desconhecido". "São crimes de ódio que se caracterizam por muitos golpes, tiros, aplicação de tortura, queimadura, enforcamento", disse Mott.

O grupo realiza o levantamento há 30 anos, desde a sua fundação. "Nós chamamos a atenção para que as secretarias de segurança pública ou o Ministério da Justiça desenvolvam mecanismos para coletar e interpretar esses dados, mas até agora não conseguimos sensibilizar o poder público para a importância desse levantamento", afirmou Mott.

Segundo o fundador do grupo, a violência contra homossexuais poderia ser reduzida, entre outras medidas, com educação nas escolas e com o ensino do respeito à diversidade sexual. "Também precisamos que a polícia e a Justiça sejam mais severos na hora de investigar e punir esses crimes. Fazemos um apelo à própria comunidade homossexual para que evite qualquer situação de risco, denunciando qualquer tipo de violência ou ameaça e evitando levar para dentro de seus lares pessoas desconhecidas", disse.

Fonte: http://jbonline.terra.com.br/pextra/2010/03/08/e080313264.asp

Brasil: Direitos Negados a Casais Formados por Pessoas do Mesmo Sexo



  • Não podem aceder ao casamento civil.
  • Não têm reconhecida a união estável.
  • Não adotam sobrenome do parceiro.
  • Não podem somar renda para aprovar financiamentos.
  • Não somam renda para alugar imóvel.
  • Não inscrevem parceiro como dependente de servidor público.
  • Não podem incluir parceiros como dependentes no plano de saúde.
  • Não participam de programas do Estado vinculados à família.
  • Não têm garantia de pensão alimentícia em caso de separação.
  • Não têm garantia à metade dos bens em caso de separação.
  • Não podem assumir a guarda do filho do cônjuge.
  • Não adotam filhos em conjunto.
  • Não podem adotar o filho do parceiro.
  • Não têm licença-maternidade para nascimento de filho da parceira.
  • Não têm licença maternidade/ paternidade se o parceiro adota filho.
  • Não têm licença-luto, para faltar ao trabalho na morte do parceiro.
  • Não podem ser inventariantes do parceiro falecido.
  • Não têm direito à herança.
  • Não têm garantida a permanência no lar quando o parceiro morre.
  • Não têm direito à visita íntima na prisão.
  • Não acompanham a parceira no parto.
  • Não são reconhecidos como entidade familiar, mas sim como sócios.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Argentina Aprova Lei sobre Casamento Homossexual

A discussão sobre casamentos homossexuais já é antiga. A briga, na verdade, não é apenas para a cerimônia em si. A questão maior é uma lista de direitos que heterossexuais têm, como somar renda para aprovar financiamentos, incluir parceiros como dependentes no plano de saúde, herança, entre outros.

Países como África do Sul, Bélgica, Canadá, Espanha, Holanda, Islândia, Noruega, Portugal, Suécia e Suíça já aceitam as uniões homoafetivas há alguns anos e, agora, o Senado da Argentina aprovou a lei. A reforma no Código Civil passa a permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo no país com uma medida a ser assinada pela presidente Cristina Kirchner. Com a assinatura no papel, será o primeiro da América do Sul e o décimo do mundo a reconhecer a união.

Nas contas, foram 33 votos a favor e 27 contra, num debate que durou 14 horas e foi cercado de passeatas e protestos. Agora, as palavras "homem e mulher" serão substituídas no código civil por "cônjuges e contraentes".

No Brasil, o casamento não é permitido. Dessa forma, os casais buscam por um contrato ou escritura pública de união e testamento, para garantir o mínimo de direitos.

por Carol Tavares

Fonte: http://mtv.uol.com.br/noticias/casamento-homossexual-argentina-aprova-lei-e-o-brasil

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Diafragma

O diafragma, um método anticoncepcional de barreira, é uma cúpula rasa feita de silicone (ou látex), com bordas firmes e flexíveis. Cobrindo o colo do útero, impede a passagem dos espermatozoides, evitando a fecundação.

Além de prevenir contra a gravidez, não tem efeitos hormonais, seu uso pode ser interrompido a qualquer momento, é relativamente fácil de ser usado, pode ser colocado em até seis horas antes da relação sexual, não é sentido pelo parceiro, pode durar por até dois anos; e previne doenças como a gonorreia, doença inflamatória pélvica aguda e câncer de colo de útero, este por evitar uma possível passagem do HPV para esta região.

Antes de utilizar como método anticoncepcional, é necessário consultar o ginecologista, a fim de verificar se há alguma contraindicação e, caso não exista, receber as orientações de uso e checar o tamanho exato do diafragma que deverá adquirir.

Para colocar o diafragma, primeiro coloca-se em uma posição confortável. Depois ele é dobrado ao meio, formando um 8, introduzindo-o na vagina, cobrindo o colo do útero.




Muitos profissionais aconselham o uso associado com espermicidas com o nonoxinol-9 a 5% como princípio ativo, adicionados à cúpula antes de sua introdução; a fim de potencializar os efeitos contraceptivos pela morte de espermatozoides.

O diafragma deve ser retirado pelo menos seis horas após o coito, não se estendendo por período superior a vinte e quatro horas. No primeiro caso, tal cuidado é para evitar que espermatozoides, ainda vivos, se direcionem às trompas; no segundo, a fim de evitar infecções.

Após a retirada, o diafragma deve ser lavado com água fria e sabão neutro; e secado naturalmente, ou com auxílio de uma toalha macia e limpa. Depois, deve ser guardado em sua caixinha.

Fonte: http://www.brasilescola.com/biologia/diafragma.htm

Camisinha Feminina


A camisinha feminina possuí o formato de um tubo, com aproximadamente 17 centímetros de comprimento e 8 de diâmetro. Contém um anel em cada extremidade, um destes ficará no fundo da vagina e outro, vazado, do lado de fora, cobrindo a vulva.

Vantagens:
- Assim como o preservativo masculino, impede a gravidez e a incidência de Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis.
- Pode ser colocada até oito horas antes do ato sexual, inclusive duranto o período menstrual.
- O material de que é feita, poliuterano, é mais resistente, mais fino, não tem cheiro e é hipoalergênica.
- Já vem lubrificada.


Instruções de uso:

- Escolha uma camisinha de qualidade, não se esquecendo de conferir a data de validade.
- Abra a embalagem com as mãos e verifique sua integridade.
Importante: Nunca utilizar tesoura, dentes ou outros métodos alternativos, uma vez que podem rasgar o preservativo, inutilizando-o.
- A camisinha deve ser segurada com o anel externo (vazado) para baixo. Aperte o anel interno (menor), com o polegar e o indicador, formando um “8”:


- Escolha uma posição confortável e introduza a extremidade menor na vagina, deixando cerca de três centímetros do anel aberto para fora desta.

- Empurre a camisinha para dentro, o mais fundo possível, a fim de cobrir o colo do útero. Caso sinta algum incômodo, ajuste-o, internamente, com o dedo.
Importante: ao contrário da camisinha masculina, a feminina não precisa ser “desenrolada”.


Após essas etapas, já é possível a introdução no pênis na vagina. Deve-se tomar o cuidado de que este fique dentro da camisinha.
Findada a relação, torça o anel externo e retire a camisinha, puxando-a delicadamente. Ela deve ser embrulhada em um papel, e jogada no lixo.

Importante: torcer o anel externo evita a possível contaminação do lixo, protegendo o ambiente e pessoas que poderão manuseá-lo. Além disso, a camisinha não deve ser jogada no vaso sanitário, pois poderá entupi-lo.

Também vale lembrar:

- Abrir a embalagem somente quando for utilizá-la.
- Não utilize mais de uma vez a mesma camisinha.

Fonte: http://www.brasilescola.com/sexualidade/como-usar-camisinha-feminina.htm

terça-feira, 13 de julho de 2010

Como é a cirurgia de redesignação sexual?

A Cirurgia de redesignação sexual é um procedimento cirúrgico pelo qual a aparência física de uma pessoa e a função de suas características sexuais são mudadas para aquelas do sexo oposto.
Para as mulheres transexuais, a cirurgia envolve essencialmente a reconstrução dos genitais; a feminilização facial e o aumento de seios também podem fazer parte do processo, enquanto nos homens transexuais há um conjunto de cirurgias como a remoção dos seios, a reconstrução dos genitais e a histerectomia (retirada do útero).
Na faloplastia a vulva é unida para formar o escroto onde testículos prostéticos são inseridos. Uma prótese pode ser inserida dentro do neofalo para substituir o tecido erétil e permitir a penetração sexual. Isso é geralmente feito em cirurgia separada por razões de recuperação.

Antes da cirurgia, os pacientes transexuais passam por terapia com psicólogos e psiquiatras, para que a pessoa compreenda e tenha segurança para tomar decisões relacionadas a transformação de seu corpo.
Passados seis meses de terapia, inicia-se a reposição hormonal. Transexuais mulheres recebem hormônios femininos, que ocasionam mudanças como alterações na voz e redução da barba. Transexuais homens recebem hormônios masculinos, de forma que a menstruação é interrompida e a os pêlos faciais e corporais crescem. A hormonização e a terapia prosseguem também após a cirurgia de alteração genital.

Como é a Cirurgia de Criação da Genitália Feminina:

Antes:

Depos:

1 - O pênis é esvaziado, mas a pele e os nervos do órgão são preservados. Ele é introduzido na abertura feita no períneo
2 - O tecido do pênis serve de revestimento para a nova vagina. A glande, muito sensível, fica no fundo do canal e imita o colo do útero
3 - Os testículos são extraídos. Com a pele, o cirurgião constrói os lábios vaginais. O aspecto final é muito semelhante à genitália feminina

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Minha Vida em Cor de Rosa



Este semestre no “Ateliê de Sexualidade e Desenvolvimento Humano” nós do grupo The Crazy discutimos e refletimos sobre assuntos como: transexualidade, homossexualidade, identidade de gênero, discriminação e preconceito. No último encontro, assistimos o filme “Minha Vida em Cor de Rosa”, em que todos esses temas estão presentes.
O filme, La Vie En Rose em seu título original, conta a história de um menino de sete anos de idade, Ludovic, irmão de outros dois meninos e uma menina, que juntamente com a mãe Hanna e o pai Pierre, formam a família Fabre. O menino Ludovic tem um corpo biológico masculino e, no entanto, aos poucos revela a consciência de ser uma menina.
É na infância que aprendemos, através de nossas vivências cotidianas, o que é esperado, incentivado e permitido para meninos e meninas, havendo diferenças nessas expectativas e representações. Ludovic se identifica com elementos que em sua cultura são considerados como de meninas, tendo vontade de usar vestidos e brincos, cabelo cumprido, dançar imitando as personagens mulheres da TV. Quando acorda com dores na barriga, por exemplo, Ludovic interpreta como se fossem cólicas menstruais, como as de sua irmã. Ludovic também deseja casar-se com Jerome, filho do patrão de seu pai, veste-se de noiva e brinca de casamento com o amigo, o que deixa os adultos confusos e irritados. Quando os pais o levam a psicóloga, numa tentativa de “resolver o problema”, Ludovic percebe que os pais querem que ele mude, e passa a tentar imitar os comportamentos de seus irmãos e amigos da escola, como jogar futebol e tentar beijar uma garota. Como suas tentativas não são bem-sucedidas, ele busca explicações, por exemplo perguntando à irmã mais velha que usa livros de biologia para explicar sobre os pares de cromossomos: ser menino é ter XY e ser menina é ter XX. Diante da explicação, Ludovic fantasia que a qualquer momento vai receber de Deus o outro X que foi perdido. Acontecem grandes desentendimentos entre Ludovic e as pessoas a sua volta, já que os comportamentos dele não correspondem ao que é socialmente aceito e valorizado, o que traz vergonha e conflito para a família. A mãe, por exemplo, corta o cabelo de Ludovic, como se essa atitude fosse eliminar o desejo de ser e se transformar numa menina. O pai também se esforça para transformá-lo, insistindo para passar mais tempo juntos fazendo coisas “de homem”, como jogar futebol. A família até mesmo muda de cidade, numa tentativa de começar uma vida nova, longe dos olhar de reprovação e preconceito dos vizinhos.
Assim, Ludovic, que muitas vezes nem compreende o que está acontecendo e por que as pessoas estão reagindo da forma que reage, acaba sofrendo e passando por muitos conflitos entre a vontade de ser uma menina e o preconceito das pessoas e as expectativas de sua família de que ele mude.



O que você achou do filme? Vamos aproveitar o blog para continuar essa discussão? Aproveite o espaço dos comentários para contar o que achou mais interessante, e também para dizer o que você falaria para Ludovic e sua família...