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terça-feira, 13 de julho de 2010

Como é a cirurgia de redesignação sexual?

A Cirurgia de redesignação sexual é um procedimento cirúrgico pelo qual a aparência física de uma pessoa e a função de suas características sexuais são mudadas para aquelas do sexo oposto.
Para as mulheres transexuais, a cirurgia envolve essencialmente a reconstrução dos genitais; a feminilização facial e o aumento de seios também podem fazer parte do processo, enquanto nos homens transexuais há um conjunto de cirurgias como a remoção dos seios, a reconstrução dos genitais e a histerectomia (retirada do útero).
Na faloplastia a vulva é unida para formar o escroto onde testículos prostéticos são inseridos. Uma prótese pode ser inserida dentro do neofalo para substituir o tecido erétil e permitir a penetração sexual. Isso é geralmente feito em cirurgia separada por razões de recuperação.

Antes da cirurgia, os pacientes transexuais passam por terapia com psicólogos e psiquiatras, para que a pessoa compreenda e tenha segurança para tomar decisões relacionadas a transformação de seu corpo.
Passados seis meses de terapia, inicia-se a reposição hormonal. Transexuais mulheres recebem hormônios femininos, que ocasionam mudanças como alterações na voz e redução da barba. Transexuais homens recebem hormônios masculinos, de forma que a menstruação é interrompida e a os pêlos faciais e corporais crescem. A hormonização e a terapia prosseguem também após a cirurgia de alteração genital.

Como é a Cirurgia de Criação da Genitália Feminina:

Antes:

Depos:

1 - O pênis é esvaziado, mas a pele e os nervos do órgão são preservados. Ele é introduzido na abertura feita no períneo
2 - O tecido do pênis serve de revestimento para a nova vagina. A glande, muito sensível, fica no fundo do canal e imita o colo do útero
3 - Os testículos são extraídos. Com a pele, o cirurgião constrói os lábios vaginais. O aspecto final é muito semelhante à genitália feminina

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Minha Vida em Cor de Rosa



Este semestre no “Ateliê de Sexualidade e Desenvolvimento Humano” nós do grupo The Crazy discutimos e refletimos sobre assuntos como: transexualidade, homossexualidade, identidade de gênero, discriminação e preconceito. No último encontro, assistimos o filme “Minha Vida em Cor de Rosa”, em que todos esses temas estão presentes.
O filme, La Vie En Rose em seu título original, conta a história de um menino de sete anos de idade, Ludovic, irmão de outros dois meninos e uma menina, que juntamente com a mãe Hanna e o pai Pierre, formam a família Fabre. O menino Ludovic tem um corpo biológico masculino e, no entanto, aos poucos revela a consciência de ser uma menina.
É na infância que aprendemos, através de nossas vivências cotidianas, o que é esperado, incentivado e permitido para meninos e meninas, havendo diferenças nessas expectativas e representações. Ludovic se identifica com elementos que em sua cultura são considerados como de meninas, tendo vontade de usar vestidos e brincos, cabelo cumprido, dançar imitando as personagens mulheres da TV. Quando acorda com dores na barriga, por exemplo, Ludovic interpreta como se fossem cólicas menstruais, como as de sua irmã. Ludovic também deseja casar-se com Jerome, filho do patrão de seu pai, veste-se de noiva e brinca de casamento com o amigo, o que deixa os adultos confusos e irritados. Quando os pais o levam a psicóloga, numa tentativa de “resolver o problema”, Ludovic percebe que os pais querem que ele mude, e passa a tentar imitar os comportamentos de seus irmãos e amigos da escola, como jogar futebol e tentar beijar uma garota. Como suas tentativas não são bem-sucedidas, ele busca explicações, por exemplo perguntando à irmã mais velha que usa livros de biologia para explicar sobre os pares de cromossomos: ser menino é ter XY e ser menina é ter XX. Diante da explicação, Ludovic fantasia que a qualquer momento vai receber de Deus o outro X que foi perdido. Acontecem grandes desentendimentos entre Ludovic e as pessoas a sua volta, já que os comportamentos dele não correspondem ao que é socialmente aceito e valorizado, o que traz vergonha e conflito para a família. A mãe, por exemplo, corta o cabelo de Ludovic, como se essa atitude fosse eliminar o desejo de ser e se transformar numa menina. O pai também se esforça para transformá-lo, insistindo para passar mais tempo juntos fazendo coisas “de homem”, como jogar futebol. A família até mesmo muda de cidade, numa tentativa de começar uma vida nova, longe dos olhar de reprovação e preconceito dos vizinhos.
Assim, Ludovic, que muitas vezes nem compreende o que está acontecendo e por que as pessoas estão reagindo da forma que reage, acaba sofrendo e passando por muitos conflitos entre a vontade de ser uma menina e o preconceito das pessoas e as expectativas de sua família de que ele mude.



O que você achou do filme? Vamos aproveitar o blog para continuar essa discussão? Aproveite o espaço dos comentários para contar o que achou mais interessante, e também para dizer o que você falaria para Ludovic e sua família...